Mulheres ocupam fazenda no interior de SP durante mobilização do MST

  • 09/03/2026
(Foto: Reprodução)
Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema Divulgação/MST São Paulo Um grupo de mulheres ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na madrugada desta segunda-feira (9), a Fazenda Santo Antônio, localizada em Presidente Epitácio (SP), na região do Pontal do Paranapanema. A Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve no local e, após conversas, as integrantes deixaram a área. Segundo o movimento, a ação mobilizou cerca de 400 mulheres e integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, mobilização realizada em todo o país entre os dias 8 e 12 de março. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp A ocupação tem como objetivo pressionar o governo de São Paulo a avançar na arrecadação de terras para a reforma agrária e chamar a atenção para a situação de famílias que aguardam assentamento há vários anos, de acordo com o MST. O movimento afirma que a fazenda possui cerca de 1.675 hectares de terras consideradas devolutas, que são áreas públicas sem destinação definida, atualmente utilizadas para pecuária extensiva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo o MST, a propriedade está sob posse de duas mulheres e faz parte de áreas envolvidas em processos de regularização fundiária previstos na Lei Estadual nº 17.557/2022. O movimento também critica a legislação, que trata da regularização de terras públicas no estado. A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra reúne mobilizações em diferentes regiões do país e, segundo o MST, busca discutir temas como reforma agrária, produção de alimentos e condições de vida no campo. Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazendo em Presidente Epitácio (SP), nesta segunda-feira (9) Divulgação/MST São Paulo A Polícia Militar esteve no local e informou que as equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência na propriedade rural às margens da Rodovia SPV-035, no km 12. No local, integrantes do MST, em sua maioria mulheres, ocuparam a fazenda, que é uma propriedade particular voltada à pecuária. Segundo a PM, cerca de 120 pessoas montaram moradias improvisadas na área. Ainda de acordo com a corporação, os policiais fizeram contato com um dos líderes do movimento e solicitaram a retirada pacífica do grupo. “Após breve negociação, os integrantes do movimento desocuparam o local pacificamente, sem confrontos e sem danos”, informou a Polícia Militar. Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema Divulgação/MST São Paulo Incra Por meio de nota, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que as terras devolutas localizadas na região do Pontal do Paranapanema pertencem ao governo do São Paulo e, por isso, o Governo Federal não tem competência para definir a destinação dessas áreas. Segundo o órgão, a Fundação Itesp é responsável por tratar do tema. O Incra também afirmou que o governo estadual tem destinado áreas devolutas da região para regularização fundiária por meio do Programa Estadual de Regularização de Terras, previsto na Lei nº 17.557/2022 e regulamentado pelo Decreto nº 67.151/2022. Ainda na nota, o instituto declarou que permanece à disposição para dialogar com o governo estadual em busca de alternativas relacionadas à reforma agrária na região. Governo do estado de SP Por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o governo do São Paulo informou que atua na proteção do direito à propriedade pública e privada, conforme previsto na Constituição Federal. Segundo a pasta, desde 2023 há um programa de regularização fundiária rural com base na legislação estadual vigente. Por meio do Programa Paulista de Regularização Fundiária, coordenado pela secretaria e executado pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), cerca de 200 mil hectares de terras já foram formalizados e aproximadamente 5 mil famílias agricultoras receberam títulos definitivos. De acordo com o governo estadual, a titulação permite que os produtores tenham acesso a crédito rural, programas de apoio à produção, regularização ambiental e outras políticas públicas voltadas ao desenvolvimento no campo. Sobre o caso em Presidente Epitácio, o processo administrativo de regularização fundiária do imóvel está em fase de instrução e segue o que prevê a legislação estadual. Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema Divulgação/MST São Paulo Initial plugin text Equipes da Polícia Militar estiveram no local Polícia Militar/Divulgação Mulheres ligadas ao MST ocuparam fazenda em Presidente Epitácio (SP), no Pontal do Paranapanema Divulgação/MST São Paulo Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/03/09/mulheres-ocupam-fazenda-no-interior-de-sp-durante-mobilizacao-do-mst.ghtml


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