Golpe do falso leilão: Operação Martelo Final prende suspeitos de integrar quadrilha em SP
09/06/2026
(Foto: Reprodução) Operação Martelo Final cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão após morador de Guaíra (SP) cair em golpe do leilão
Divulgação/Polícia Civil
Três pessoas foram presas nesta terça-feira (9) na Operação Martelo Final, deflagrada pela Polícia Civil de Guaíra (SP) para desarticular uma organização criminosa que atua no "golpe do falso leilão”. Uma das vítimas teve um prejuízo de R$ 28,5 mil.
“Essa organização criava sites falsos de leiloeiros e ofereciam veículos abaixo do valor de mercado”, afirma o delegado Rafael Faria Domingos.
A Polícia Civil conseguiu prender dos cinco alvos dos mandados de prisão temporária, sendo que um casal foi encontrado em Jundiaí (SP) e um homem, na zona Leste de São Paulo (SP).
Ainda foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Jundiaí, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP).
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De acordo com o delegado, os investigados responderão por estelionato qualificado por meio de fraude eletrônica e organização criminosa.
Equipamentos eletrônicos, celulares, cartões bancários e mídias de armazenamento apreendidos na operação serão periciados. A polícia espera obter informações relacionadas a novas vítimas, sites fraudulentos e destinação dos valores obtidos pela quadrilha.
Como a investigação começou
O delegado explicou que a investigação teve início depois que uma vítima de Guaíra relatou um prejuízo de R$ 28,5 mil com a falsa compra de um veículo por meio dos sites operados pelo grupo.
Os investigadores identificaram cerca de oito pessoas envolvidas no esquema, sendo que cinco delas faziam parte do núcleo financeiro da organização, responsáveis pelo recebimento e pela diluição dos valores recebidos nos golpes.
Segundo a Polícia Civil, os golpistas usavam o nome de uma tradicional empresa de leilões, o que induzia os compradores a fazerem a transferência bancária sem levantar suspeitas sobre a fraude.
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Divulgação/Polícia Civil
A operação do grupo ainda contava com uma divisão de tarefas estruturada:
criação de sites falsos de empresas de leilões de veículos, hospedados em servidores localizados no exterior;
contratação de anúncios pagos em plataforma de buscas, para dar destaque e aparência de legitimidade às páginas fraudulentas;
atendimento das vítimas por meio de linha telefônica cadastrada falsamente em nome da empresa idônea;
recebimento dos valores em contas digitais, com imediata pulverização dos recursos entre diversas contas de terceiros, para dificultar o rastreamento do dinheiro.
As prisões dos suspeitos localizados nesta terça-feira é temporária e vale por cinco dias. A polícia ainda pode representar pela ampliação do prazo.
Segundo o delegado, a orientação é para que as pessoas desconfiem de valores abaixo dos praticados no mercado para evitar cair em golpes. Domingos também informou que os consumidores precisam estar atentos à forma de pagamento.
“Desconfie quando os pagamentos forem direcionados para pessoas que não o leiloeiro oficial. A lista dos leiloeiros oficiais está no site da Junta Comercial e pode ser acessada por qualquer pessoa. E o pagamento é sempre feito em contas que pertencem ao leiloeiro.”
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