Café: projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP em fevereiro; aponta USP

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Café robusta Globo Rural/Tv Globo As estimativas de safra com colheita recorde impactaram nas cotações domésticas do café arábica, o mais consumido no Brasil, em fevereiro de 2026. Depois de reação positiva em janeiro, o preço médio do grão registrou o menor patamar desde julho do ano passado em São Paulo, com recuo de mais de 14% nas cotações em São Paulo, segundo análise do Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Cepea-Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgada nesta quarta-feira (4). 📉Preços: em fevereiro, o Indicador Cepea/Esalq do arábica no posto na capital paulista teve média de R$ 1.864,51 saca de 60 quilos, com queda de R$ 311,31 por saca. A marca representa queda de 14,3% em relação a de janeiro. "A pressão veio, sobretudo, de projeções indicando possibilidade de colheita recorde no Brasil na safra 2026/27, fato que não ocorre desde 2021. O patamar de fevereiro ficou 66,32 reais acima do preço da saca do registrado em julho de 2025, em termos reais com os valores deflacionados pelo IGP-DI, período em que o Brasil passava pelo pico da colheita da safra 2025/26", detalhou o boletim do Cepea. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no início de fevereiro, a primeira estimativa para a produção de café em 2026 aponta para uma produção de 66,2 milhões de sacas. O volume equivale a aumento de 17,1% em relação ao registrado no ciclo do ano anterior. "Em ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada, algo esperado para o ciclo", detalha a Conab. Em São Paulo, outro importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas, impulsionada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior. Produção de café arábica Crédito: Divulgação O Centro de Estudos da Esalq-USP analisa que, apesar das recentes desvalorizações da variedade, o atual patamar de negociação do arábica ainda é relativamente elevado. A média de fevereiro do arábica, por exemplo, é a terceira maior para o mês, em termos reais, atrás apenas da registrada há um ano e no mesmo mês de 1997, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 1996. Reação positiva em janeiro após negociações restritas Após um período de negociações restritas, com ausências de vendedores e compradores ativos no mercado doméstico, as vendas do setor cafeeiro voltaram a aquecer na primeira quinzena de janeiro de 2026, conforme análise do Cepea. Agentes consultados pelo Cepea indicam que, com a virada do ano, alguns agricultores tinham necessidade de fazer caixa, o que colaborou para o aumento da liquidez no período. As cotações dos cafés robusta e arábica, o mais consumido no Brasil, fecharam a R$ 1,2 mil e R$ 2,2 mil a saca, respectivamente. Os valores são considerados positivos e atendem os patamares desejáveis pelos produtores, segundo o Cepea. Café fica 34,9% mais caro em Campinas, aponta levantamento Segundo o centro, o movimento de alta se intensificou a partir de 6 de janeiro, quando os contratos futuros (de março de 2026) registraram aumento de 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). O movimento na bolsa de valores aumentou o volume comercializado no mercado brasileiro. Embora o mercado tenha esteja em viés de retomada, o cenário de pouca chuva em importantes regiões produtoras do Brasil preocupa agentes do setor cafeeiro em relação à safra 2026/2027, segundo o boletim divulgado pelo Cepea. "Dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade, condição que pode comprometer a formação dos grãos, resultando em cafés chochos", analisa o Cepea. Compra de fertilizantes O poder de compra de fertilizantes pelos produtores de café de São Paulo aumentou nos últimos meses de 2025. Os preços da saca de 60 kg do café arábica operou em cerca de R$ 2,2 mil em outubro. Os valores do café robusta fecharam em torno dos R$ 1.350 a saca. Com as cotações nesse patamar, os produtores de São Paulo precisavam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo em 2025. 💰Em outubro de 2024, era preciso 1,44 saca de café para compra de fertilizante. Desde o início dos levantamentos feitos pelo Cepea, em 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas de café para pagar uma tonelada de fertilizante. "O poder de compra dos agricultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26", detalham. Colheita do café arábica Ari Melo Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/03/04/cafe-projecao-de-safra-com-colheita-recorde-pressiona-preco-medio-do-arabica-em-sp-em-fevereiro-aponta-usp.ghtml


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